
terça-feira, 13 de novembro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Fiquem à vontade...
Gostaria de lhes pedir para que vocês postem depoimentos de pessoas que conhecem
ou sabem um poco de como foi a vida dela quano bebia.
Abraços... grupo Alcoolismo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Depoimento
"Depoimento dado por Hudson Bastos, morador da cidade de Passa Tempo interior de Minas Gerais."
" Hoje Hudson trabalha em um supermercado na cidade de Passa Tempo-M.G e tem uma família constituída por sua esposa e sua filha. No AA de sua cidade Hudson trabalha como voluntário,dando apoio para as pessoas."
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Depoimento
Marcos Vinícios, 47 anos trabalha na MGS para o Governo de Minas Gerais.
"Marcos Vinícios é vizinho do Eduardo integrante do grupo."
Grupo Alcoolismo
Depoimento
"Esse depoimento conseguimos com à ajuda de um amigo nosso que conhecia o Roberto."
Grupo Alcoolismo.
sábado, 8 de setembro de 2007
Pedimos desculpas.

Assunto interessante e atual para todos
Achamos interessante o site todo,mas principalmente uma oração.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Apresentação do Seminário no colégio
ALCOOLISMO
O Uso de bebidas alcoólicas e seus efeitos sociais e pessoais
ALCOOLISMO
O Que é Alcoolismo?
Nossa sociedade e o abuso do Álcool.
A Dependência.
O Tratamento.
O que é Alcoolismo?
O Alcoolismo é um conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado de bebidas alcoólicas.
O que é Alcoolismo?
Dependência
Abstinência
Abuso
Intoxicação por álcool
Síndrome amnésica
Síndrome demencial
Síndrome alucinatória
Síndrome delirante
Síndrome de humor
Nossa Sociedade e o Abuso do Álcool
O abuso do álcool está entre os principais problemas da nossa sociedade.
Incidência na População.
Maior incidência nos homens.
Grande consumo entre os jovens.
O álcool e o trânsito.
Nossa Sociedade e o Abuso do Álcool
A ingestão contínua de álcool desgastam organismo e a mente de forma simultânea.
Surgimento de sintomas que comprometem a disposição, prejudicando a produtividade no trabalho e o relacionamento familiar.
Nossa Sociedade e o Abuso do Álcool
Órgãos mais atingidos:
Cérebro
Coração
Músculos
Sangue
Glândulas hormonais
Dependência
Reforço Positivo: A busca do prazer.
Reforço Negativo: A fuga da dor e do desprazer.
Dependência
Tolerância: Necessidade de doses maiores para manutenção do efeito de embriagues.
Dependência: Inexistência de força própria para interromper ou diminuir o uso do álcool.
Tratamento
Desintoxicação.
Terapia em Grupo e Psicoterapia.
Racionamento e Moderação.
Medicamentos.
Extinção Farmacológica.
Terapia Nutricional.
Conclusões
Apesar do ato de consumir bebidas alcoólicas fazer parte do comportamento cotidiano de nossa sociedade, este vem contribuindo para sua degradação progressiva, contaminando a juventude como protagonista da violência.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Nossa apresentação...


sexta-feira, 6 de julho de 2007

Dados
Há uma grande variedade de bebidas alcoólicas espalhadas pelo mundo, fazendo do álcool a substância psicoativa mais popular do planeta. Obtido por fermentação ou destilação da glicose presente em cereais, raizes e frutas, o etanol (ou álcool etílico) é consumido exclusivamente por via oral. O Brasil detém o primeiro lugar do mundo no consumo de destilados de cachaça e é o quinto maior produtor de cerveja da qual, só a Ambev, produz 35 milhões de garrafas por dia.

O álcool é a droga preferida dos brasileiros (68,7% do total), seguido pelo tabaco, maconha, cola, estimulantes, ansiolíticos, cocaína, xaropes e estimulantes, nesta ordem. No País, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas, acontecem devido ao álcool. Motoristas alcoolizados são responsáveis por 65% dos acidentes fatais em São Paulo.
O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. Além disso, causa 350 doenças (físicas e psiquiátricas) e torna dependentes da droga um de cada dez usuários de álcool.

O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto quanto a cocaína e o craque); a que mais faz vítimas; e é a mais consumida entre os jovens no Brasil. O índice de câncer entre os bebedores é alarmante, quer por ação tópica do próprio álcool sobre as mucosas, quer por conta dos aditivos químicos de ação cancerígena que entram no processo de fabricação das bebidas.

Síndrome alcoólica fetal (SAF) é o termo utilizado para descrever os efeitos comumente observados nos filhos de mães alcoólatras: tamanho pequeno, face anormal, outras anormalidades físicas e retardo mental. Ocorrência: 1 a 2 casos por mil nascidos vivos.
Consequências Físicas do Uso em Excesso
- acidentes (no lar, no serviço e nas estradas);
- alterações no sangue (hemorragias, hepatite e outras);
- ossos e articulações (ácido úrico elevado, degeneração dos ossos e outros);
- lesão cerebral (síndrome de Wernicke-Korsakoff, degeneração cerebelar, ambliopia);
- câncer (na boca, esôfago, estômago, fígado e outros);
- pulmão (pneumonia, tuberculose e outros problemas);
- epilepsia;
- síndrome fetal (vide parágrafo anterior);
- coração (arritmias, cardiopatia, hipertensão e doença coronariana);
- lipemia;
- hipoglicemia;
- fígado (cirrose hepática e outras doenças);
- miopatia;
- pancreatite;
- neuropatia (ou neurite) periférica);
- sexo (disfunção testicular e impotência); e
- esôfago e estômago (efeitos corrosivos diretos do álcool sobre estes órgãos como: gastrite, úlcera péptica, esofagite e síndrome de Mallory-Weiss).
FONTE: Revista Plantão Médico - Drogas, Alcoolismo e Tabagismo, Editora Biologia e Saúde, Rio de Janeiro, 1998, pág.67.
Outros Dados sobre o Álcool
- É preciso saber que o álcool é a porta de entrada das drogas !.
- A idade em que o adolescente começa a tomar álcool está cada vez menor, com a média atual em 13 anos.
- As causas do alto número de pessoas dependentes de bebidas alcoólicas no Brasil deve-se, principalmente, à cultura nacional. A cerveja, p.ex., é aceita como uma bebida tradicional e a cachaça é conhecida como "caninha da roça", "bebida de macho" e outros slogans.Você bebe no frio para esquentar e no calor para esfriar.
- Para acabar com o vício, o usuário de álcool precisa ter consciência do problema que está enfrentando e o desejo de se livrar dele. Isso pode ser feito através da desintoxicação em Clínicas Especializadas e com o indispensável apoio e compreensão da família.
- Em geral, nosso fígado leva uma hora para processar 30 gramas de álcool (aproximadamente uma latinha de cerveja).
- O álcool interfere no processo de concentração no trabalho e os alcoolistas estão justamente na faixa de maior produtividade do indivíduo (entre 25 e 45 anos).
- O álcool é responsável pela maioria dos acidentes de trânsito, porque altera a percepção do espaço, do tempo e a capacidade de enxergar bem.
- O alcoolismo é uma doença crônica, incurável e progressiva, que mina o organismo, atacando todos os seus órgãos.
- Pesquisa realizada em 5 capitais brasileiras revelou que 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentes haviam ingerido bebida alcoólica.
- O consumo global, expresso em g/kg peso corporal, multiplicado por anos de bebida, fornece um elemento preciso de previsão da incidência de cirrose hepática.
- A lesão hepática é a consequência (a longo prazo) mais séria do consumo excessivo. Ocorre um aumento do acúmulo de gordura (fígado gorduroso), que progride para uma hepatite (inflamação do fígado) e termina com necrose e fibrose hepáticas irreversíveis.
- Por não apresentar cargas elétricas e por ser altamente solúvel em gorduras, é rapidamente absorvido pelo organismo. Uma quantidade apreciável é absorvida já no estômago. Ingerido com o estômago vazio, produz um efeito muito maior.
- Cerca de 90% do álcool é metabolizado no corpo e 5 a 10% é excretado (sem modificações) no ar expirado e na urina. Essa fração serve de base para a estimativa das concentrações sanguíneas de etanol por dosagens na respiração (bafômetro) ou na urina.
- Admite-se que a proporção entre as concentrações de etanol no sangue e nos pulmões seja de 21%, ou seja, 1 mg de sangue contém uma quantidade de álcool equivalente à que contém 2,1 litros de ar dos pulmões. A concentração na urina é mais variável e fornece uma medida menos precisa das concentrações sanguíneas.
- A taxa de eliminação do etanol do organismo praticamente independe de sua concentração no sangue e corresponde, no homem, a cerca de 0,1 g/kg peso.hora ou cerca de 10 ml/h em uma pessoa normal.
- Os alcoólatras são difíceis de se anestesiar com drogas como o Halotano.
quarta-feira, 20 de junho de 2007

Sem dúvida, está claro e comprovado cientificamente que beber de maneira crônica e exceder-se no consumo afeta o crescimento normal dos bebês. A OMS (Organização Mundial de Saúde), tem realizado estudos que demonstram a influência negativa do álcool quando consumido por mulheres durante a gestação. O dano não se apresenta na mulher, mas sim no feto que está se desenvolvendo no útero.
Efeitos prejudiciais mais freqüentes no feto:
- Malformações: no corpo, nos órgãos internos e, em parte dos sentidos.
- Síndrome de Down: atraso mental.
- Deficiências orgânicas: após o nascimento, a criança pode apresentar incapacidade de desenvolvimento normal, dificuldades de aprendizagem, defeitos de caráter, pobreza mental e espiritual.
- Morte: o excesso de álcool pode causar um aborto.
Como o álcool afeta o feto?
Qualquer quantidade de álcool, por menor que seja, pode por em risco o desenvolvimento do feto, produzindo deficiências físicas e mentais. Segundo a Dra. María Luisa Martínez, médica espanhola e conhecedora do tema, as bebidas alcoólicas penetram no feto, através da corrente sangüínea materna. Os danos são produzidos, porque a gestante elimina duas vezes mais rápido o álcool do seu sangue que o bebê, forçando-o a realizar uma tarefa para qual seus órgãos não estão preparados.
Martínez sustenta também que o álcool pode criar um déficit no coeficiente intelectual do bebê.
O que é síndrome fetal do álcool?
É um grupo de defeitos encontrados no nascimento. Os defeitos são físicos e mentais, resultados do consumo de álcool durante a gravidez. Como citado anteriormente, estes defeitos incluem atraso mental, déficit de crescimento, mau funcionamento do sistema nervoso, anomalias cranianas e desajustes de comportamento.
Segundo a OMS, a cada ano, 12.000 bebês no mundo nascem com a síndrome fetal do álcool. Alguns sintomas podem não serem óbvios até que o bebê complete uma idade entre 3 e 4 anos.
Em palavras coloquiais, a síndrome pode ser descrita como um "invólucro permanente" para o bebê, seu crescimento é tardio, sua capacidade intelectual está reduzida e apresenta maior risco de morrer durante a infância.
Existem programas de apoio?
Os programas de apoio são bastante escassos, as organizações que se encontram vinculadas são, na maior parte, fornecedoras de informações sobre o problema. A OMS realiza estudos onde são diagnosticados os efeitos do álcool nos embriões durante a gravidez. Do mesmo modo, a Organização sobre a Sindrome Fetal do Álcool presta apoio acadêmico para a prevenção do consumo de álcool em gestantes.
Sem dúvida, não existe nenhuma organização mundial de alcoolismo que preste apoio internacional, a maioria são entidades locais, e, em vários países, não existem.
Uma só dose traz danos?
Muitas pessoas crêem que o simples ato de tomar uma taça de vinho, no almoço ou no jantar, pode prejudicar de alguma maneira o embrião. Segundo especialistas, o organismo de cada pessoa é distinto e reage de maneira diferente ao álcool. Algumas mulheres podem - e de fato o fazem - ingerir vinho, em doses apropriadas, para combater o stress da gravidez, para relaxarem ou em ocasiões especiais.
Segundo o Dr. Luis Alberto Garza, têm importância a história genética da mãe e o comportamento frente ao álcool antes de ficar grávida. Neste sentido, mulheres com antecedentes familiares de alcoolismo e uma história pessoal de excessos, geralmente, apresentam maior risco de causar dano ao feto, sempre, e quando consuma álcool.
A solução: Educação
A solução não está em deixar de consumir álcool quando há um conhecimento do risco. Muitas vezes, o dano já foi provocado e não há modo de corrigi-lo. A Dra. Sonia Rincón afirma que muitos obstétras recomendam pequenas doses de álcool para mulheres grávidas como algo que traz benefícios. Isto pode não ser prudente, pois alguns organismos são diferentes de outros e não respondem de maneira igual aos estímulos do álcool.
Segundo a Organização sobre a Síndrome Fetal do Álcool, cerca de 20% dos nascimentos com defeitos congênitos são devido ao consumo de licor.
Desta forma, os fatores ambientais podem servir como apoio para que isto não se suceda. O apoio familiar, a companhia, um ambiente de harmonia e a colaboração daqueles que se encontram ao redor da mulher, no decorrer de sua gravidez, são um requisito fundamental para evitar o risco do consumo de álcool. Da mesma forma, o planejamento familiar pode contribuir para que não haja consumo de álcool nas primeiras semanas de gestação.
sexta-feira, 15 de junho de 2007


Álcool e Trânsito, uma mistura perigosa.
A relação álcool-volante revela facetas cruéis. Em cerca de 75% dos acidentes com vítimas fatais nas ruas e rodovias de nosso país existe um motorista alcoolizado envolvido. O Brasil está no topo da lista de países com maior número de acidentes de trânsito no mundo, com um milhão de acidentes por ano. Resultam daí 300 mil vítimas, 50 mil fatais.
O álcool na corrente sanguínea provoca o afrouxamento da percepção e o retardamento dos reflexos. A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete sua segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros que estão apostando suas próprias vidas 100% nas condições deste motorista.
De acordo com o Código Nacional de Trânsito, considera-se que o motorista não reúne mais condições para dirigir com segurança a partir de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. Apesar deste limite variar de pessoa para pessoa, o ideal é evitar qualquer quantidade de bebida alcoólica antes de dirigir. Os bafômetros usados pela polícia são capazes de determinar o estado de embriaguez de um motorista em apenas um minuto.
Veja abaixo algumas dicas de como evitar a pior das ressacas:
· Não beba antes de dirigir.
· Os efeitos do álcool são mais fortes se você estiver em jejum.
· Não deixe que a pessoa que está no volante ingira bebida alcoólica.
· Se você vai a uma festa e pretende consumir bebidas alcoólicas, procure outra alternativa de transporte, pegue carona (com quem não bebe), um ônibus ou táxi.
· Ao sair da festa não aceite carona de quem bebeu, mas se considera apto a dirigir. Nesta hora, os mais confiantes são os que correm maiores riscos;
· Se você ingeriu bebida alcoólica o único remédio é o tempo. Para cada dose ingerida você deve esperar uma hora para que o álcool seja diluído pelo organismo.
· Não se engane. Café e banho gelado não conseguem eliminar os efeitos do álcool. Apenas podem deixá-lo mais desperto.
· Se você gosta de beber, deixe sempre o carro em casa. Beber com responsabilidade é a única forma de prolongar seu prazer, sem a terrível ressaca que um acidente pode provocar.
terça-feira, 12 de junho de 2007
O que é alcoolismo e suas conseqüencias.
O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.
Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.
O fenômeno da Dependência (Addiction)
O comportamento de repetição obedece a dois mecanismos básicos não patológicos: o reforço positivo e o reforço negativo. O reforço positivo refere-se ao comportamento de busca do prazer: quando algo é agradável a pessoa busca os mesmos estímulos para obter a mesma satisfação. O reforço negativo refere-se ao comportamento de evitação de dor ou desprazer. Quando algo é desagradável a pessoa procura os mesmos meios para evitar a dor ou desprazer, causados numa dada circunstância. A fixação de uma pessoa no comportamento de busca do álcool, obedece a esses dois mecanismos acima apresentados. No começo a busca é pelo prazer que a bebida proporciona. Depois de um período, quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado surgem os sintomas desagradáveis da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool. Os reforços positivo e negativo são mecanismos ou recursos normais que permitem às pessoas se adaptarem ao seu ambiente.
As medicações hoje em uso atuam sobre essas fases: a naltrexona inibe o prazer dado pelo álcool, inibindo o reforço positivo; o acamprosato diminui o mal estar causado pela abstinência, inibindo o reforço negativo. Provavelmente, dentro de pouco tempo, teremos estudos avaliando o benefício trazido pela combinação dessas duas medicações para os dependentes de álcool que não obtiveram resultados satisfatórios com cada uma isoladamente.
Tolerância e Dependência
A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool.
O alcoólatra de "primeira viagem" sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: "quando eu quiser, eu paro". Essa frase geralmente encobre o alcoolismo incipiente e resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, mesmo que os outros não acreditem, ele próprio acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando ele não é evidente ou está começando, é uma forma de defesa da auto-imagem (aquilo que a pessoa pensa de si mesma). O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e conseqüentemente da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá da habilidade de cada psiquiatra.
Aspectos Gerais do Alcoolismo
A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de se reverter o processo. Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática. O profissional deve estar atento a qualquer modificação do comportamento dos pacientes no seguinte sentido: falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal. O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual. No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer. Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado. Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas. A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo. Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.
